Do «Porto»

A propósito da evocação que A Porta Nobre fez à estátua de «O Porto», acrescentamos aqui notícia publicada na revista Illustracção Portugueza em edição de 26 de Junho de 1916 (nº540) referente ao «apeamento» da dita estátua e sua colocação junto ao Paço Episcopal.

Como curiosidade, note-se que a nova avenida em construção é referida como «Avenida da Trindade»….

porto540junho1916

Vicente José de Carvalho

Vicente José de Carvalho (1792-1851) 
Baixo relevo em bronze (s/a. e s/.d.), na fachada lateral
do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Rua Professor Vicente José de Carvalho

Vicente José de Carvalho, nascido em Setúbal a 3 de Dezembro de 1792, médico e professor na Régia Escola de Cirurgia do Porto, criada por D. João VI em 1825, sendo o seu primeiro lente proprietário. Mais tarde, em 1846 foi nomeado director da sucessora Escola Médico Cirurgica do Porto.

Em baixo, litografia da autoria de E. Timoleon Zalloni, 1839, existente na Biblioteca Nacional, em Lisboa, onde se indica: «Lente de Operações e cirurgia forense da Escola Médico-Cirurgica do Porto».


Abel Salazar

Abel Salazar
Escultura de Hérder Carvalho, 2009
Jardim do Carregal

Abel de Lima Salazar, nasceu em Guimarães a 19 de Julho de 1889. Foi médico, pintor, escritor.
 Em 1915 termina o doutoramento em medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. É nomeado em 1918 professor catedrático da nóvel Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, dedicando-se igualmente á investigação científica onde alcançou relevância nacional e internacional com dezenas de estudos publicados entre 1919 e 1925. Sofre um esgotamento em 1928, retomando o serviço universitário em 1931.
Em 1935 é expulso da universidade e impedido de abandonar o país por portaria governamental do ditador António de Oliveira Salazar (não eram parentes).
Impedido de desenvolver a sua actividade científica, dedica-se às artes através da gravura, pintura mural, pintura a óleo de paisagens, retratos, ilustração da vida da mulher trabalhadora e da mulher parisiense, aguarelas, desenhos, caricaturas, escultura e cobres martelados, grande parte deles expostos hoje em dia na sua Casa-Museu em São Mamede de Infesta.
Produziu igualmente diversas obras teóricas sobre arte, ciência e filosofia. é colabroar frequente de diversas publicações peródicas.
Em 1941 é reintegrado no ensino universitário, sendo nomeado director do Laboratório da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto onde volta a desenvolver estudos e investigações de grande impacto e e relevância científica.
Em 1946 torna-se militante activo no movimento oposicionista MUD durante as eleições realizadas nesse ano, deixando em consequência o seu laboratório de ser financiado pelo governo.
 Falece em Lisboa aos 57 anos, no dia 29 de Dezembro de 1946 vítima de cancro pulmonar.